Alucinação.

Acordou numa tarde fatídica de Domingo, o corpo dormente e ainda adormecido fez com que ele permanece-se na cama por mais alguns instantes.
A boca seca, "a cabeça vazia" , despertou-o fazendo-o percorrer a casa da solidão por um corredor escuro e silencioso até à cozinha, mal ele sabia o dia que aí vinha.
Hoje ele acordou de uma forma estranha dos outros dias, sente-se estranho tem as “entranhas húmidas e frias”.
Instantes depois, retorna ao seu pequeno refugio, entrou olhando-o em redor.
O tempo esse tinha lá parado, a camada de pó tapava o passado, disfarçando o presente .
Agarrou na vassoura, nos panos, vestiu o fato de guerreiro e agarrou nas armas embarcando numa perigosa missão ao seu sub-mundo psicológico. Do nada ajoelhou-se no chão começando a limpar o que já há muito se encontrava camuflado, por entre maços de tabaco e pacotes de mortalhas já ardidas , viu “o seu nome escrito num envelope” que rasga nervosamente, “ele já tinha lido aquela carta antecipadamente”.
E os seus olhos ignoram as letras e fixam as entrelinhas, e exclama - “afinal estas palavras são minhas”.